domingo, fevereiro 13, 2005

E agora, um pequeno momento de antropologia.

Não é segredo nenhum que as meninas no Rio são fáceis; não é segredo que o Rio é um destino preferencial de turismo sexual. E poderia pensar-se que isto tem a ver com a pobreza, os parcos meios de subsistência, essa merda toda. Ao que eu digo: disparate. E dou uma prova: o anúncio que mais se vê no metro, que é, pasme-se, o transporte da malta com dinheiro para viver mas que não chegue para ter um helicóptero, é o de testes de paternidade por ADN. Alguém tem que ter dinheiro para isto.

A verdade é que tenho ido sair muito (oh, surpresa), e os sítios onde vou são muito bem frequentados: classe média alta, malta com grana e bom aspecto. E é verdade que não há nada mais fácil que meter conversa com toda a gente, pedir indicações, convidar pra sair, etc. Mas até há poucos dias não tinha visto o processo de acasalamento em todo o seu esplendor, já que o Carnaval e a sua ressaca alteram um pouco as coisas.

Mas na sexta, tudo voltou ao normal. E o normal é um espectáculo. O que se segue foi observado no sítio mais in e caro do Rio, a Nuth, na Tijuca. Para não viciar a hipótese, 97% das pessoas são cariocas.

Antes de mais, as miúdas lá são LINDAS. Mesmo. Do outro mundo. E mal se entra se percebe que mais do que miúdas, elas são hipóteses. A noite desenvolve-se segundo três fases:

Fase 1 - circula-se e vê-se quem lá está. Fazem-se olhinhos, trocam-se as primeiras frases de engate, dança-se e beberica-se;

Fase 2 - começa o engate, segundo duas variações. A primeira é o engate sincero, de quem gostou da conversa ou do ar do companheiro. Demora, em média, 8 minutos e meio. O segundo é o investimento no capital. Vê-se quem são os rapazes ou homens com dinheiro (normalmente os 3% de bifes com ar de bife) e as meninas colam-se a eles que nem lapas. Os com mais dinheiro (vulgo, mesa com garrafa de champanhe) podem ter até 5 modelos em cima, embora sejam corcundos, vesgos e manetas. Atenção, estas meninas não são meretrizes: só que o carioca é superficial, e o que mais interessa é a riqueza. E isso acontece por todo o lado.

Fase 3 - esta é a fase verdadeiramente características. É a fase dos restos. É claro que há sempre malta que fica de fora, giros e feios. No fim da noite, quando a discoteca se esvazia e as bebidas começam a fazer sono, cada um e todos (mesmo, todos: como há mais meninas, meninas com meninas também serve) se enrolam com a pessoa que está imediatamente ao lado, independentemente de tudo.

Obviamente que eu sou um bom menino e fiquei a ver isto de fora (juro, a sério). Era muito mais divertido...

1 comentário:

João Sousa disse...

espero q estejas a mentir e que tenhas aproveitado a festa se não es portugueses vão ter fama d veados e isso não pode acontecer.......